O que ele espera de mim, quase sempre, reajo com o oposto. Ele quer que eu seja sempre sã, quando as vezes perco a razão... Não me sinto bem com essa afirmação, é triste.
Gostaria de apenas render prazeres e orgulho a esse homem, á quem tanto prezo e amo, mas também qual a convivência é mais complexa que um cálculo matemático. Gostaria de ser melhor. Mas vejo também, que a questão não parte só de mim. Ele que me idealizou. E eu não sou essa idealização dele. Em verso e proza, eu sou cantada em outra letra, em outro ritmo, em outra melodia e canção.
Pai, querido pai. Me perdoe, por não agir conforme o senhor deseja. Eu só quero me realizar, eu só quero ser feliz, e infelizmente, da forma que você quer, não há verdade nisso. A liberdade, está no meu sangue, e se eu descendo de ti, é herança tua, não é ? Eu não gosto de limites, mesmo sabendo da necessidade deles. Quando se estabelece algo que eu não posso, é isso que eu quero. Mas meu desejo, era só poder cuidar de mim, sem que ninguém se chateasse comigo pelas minhas atitudes e decisões - isso é liberdade ?
Eu quero poder. Eu quero ir, eu quero ser, eu quero ter. Me deixe verbalizar, por favor ! Me deixe, não me prenda aqui, em cima dos seus conceitos de honestidade e bons costumes ! Eu criarei os meus, e não me esquecerei do que você me ensinou. Sempre será o amado de minh'alma, não se aflinja. Apenas quero poder abrir as asas ( que já tenho ) e voar, em paz. Eu te amo pai.
domingo, 12 de outubro de 2008
Published by Karen at 03:08
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