Sabe quando parece que o mundo está indiferente a sua existência?
Pode parecer carência, talvez até seja. Quando seu ambiente familiar já não te é mais tão confortável, você já não se sente tão querido, e lá no fundinho anda procurando um lugar que realmente seja teu. Você está cansado dessa cólera, dessa monotonia, dessa rotina, dessa repetição infindável que vem sendo a sua vida de uns tempos pra cá.
Você tem poucos motivos pra sorrir, dentre eles, um dos maiores inclui uma espera desesperadora que te faz chorar todas as noites antes de dormir. Seu travesseiro já conhece bem seus lamentos. As lâmpadas do seu quarto, já te viram chorar ouvindo aquela mesma música por várias e várias vezes. As fotos do seu mural, te olham sem nenhuma saudade. E você, guarda toda saudade do mundo dentro de um só coração. Coração que já não suporta mais essa ausência, mais tem de suportar. Coração amedrontado, inseguro, e tão entregue...
Só queria saber como agir e pensar sempre. Mas não sabe. Não sabe como ser perfeita todo tempo, não sabe como agradar a todos, não sabe se está sempre certa ou errada, não sabe se as medidas com que ama são as medidas que as pessoas querem ser amadas, não sabe se fala demais, ou de menos, se é sincera demais ou mente pra si mesma, não sabe de hoje, não sabe de amanhã, e é torturante tudo isso, tão só.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Published by Karen at 18:44
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1 comentários:
A gente nunca sabe como se portar na maior parte do tempo... mas o importante, talvez, nem seja isso. O importnate, talvez, seja não baixar a cabeça cada vez que dá esse medinho de viver.
Um beijo. E feliz 2009!
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