Hoje eu tô me sentindo meio "sei lá", sabe?
É. Dormi ontem meio triste. Porquê? Porque tem dias que o Léo não fala direito comigo. Não que ele "não fale" ele fala, ele é bom demais. O negócio é que ele tem os problemas dele pra resolver, o trabalho dele pra o cansar, e isso faz com que no final, eu não fique entre os planos principais, acho. E é compreensível, eu não fico com raiva. Mas fico meio, "sei lá".
A gente fica esperando, e quando não vem, é como um vazio. E esperar por ele, com essa fidelidade absoluta e total com que venho vivendo, me deixa muito sozinha. Carente. Não tô acostumada com isso, e as vezes me entristece um pouco. Não é culpa dele, sabe. Eu quero apoiá-lo sempre, compreendê-lo, estar ali, firme e forte. Mas eis a questão, eu não sou de ferro. Me sinto frágil, me sinto cansada, me sinto frustrada as vezes também, e preciso dele, muito mesmo. E não há o que fazer, não agora, não assim.
Eu tô longe, eu tô restrita a um computador e a um telefone que nem me permite falar com ele sempre que eu quero. Nem falar. Quanto mais abraçar, beijar, deitar no colo, chorar no ombro, consolar, andar de mãos dadas, fazer carinho, etc etc. Isso destrói. Ou fortalece.
Ele sempre me diz que isso é "um teste" pro nosso amor. Eu não discordo não, deve ser. Só pode. Porque é judiar demais, deixar duas pessoas que se gostam tanto, tão longe. Só tenho medo, que só eu goste tanto. As vezes eu penso que ele pode não gostar tanto assim, e eu tô criando uma coisa na minha cabeça que não existe, e esperando demais dele, por amar ele desse jeito. Eu e a minha maldita intensidade, maldita entrega. Se sou dele, sou por completo, e acho que ele sabe. Mas e ele? O que será que existe no coração dele? Em que grau? Com que força? Até quando? Como eu queria poder saber.





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