segunda-feira, 1 de março de 2010

"Destin"

Published by Karen at 19:28


Minha vida as vezes parece um jogo. Se eu movo uma peça errada, alguém me come. Ou então eu consigo fazer um ou dois pontos com atitudes corretas. Perco uma partida. Ganho outra. Cheque-mate.

Ultimamente ando tão sem saber o que fazer, que estou deixando tudo ir sozinho. Quer ir? Que vá. E deixa o tempo correr, escorrer pelas mãos. Me cansei, me cansei mesmo de chorar, me descabelar, implorar pra Deus misericórdia, pirar.

Agora estou aprendendo que de vez enquando, ficar em silêncio é melhor do que falar qualquer coisa. Gritar tem hora.

Ontem, nos sentamos no quintal da casa nova, que é na beira do rio. De lá dá pra ver as luzes da cidade acesas no morro e até melhor: Dá pra ver o Cristo. Imagina a cena. No quintal de casa.

Já era quase meia noite e quase que por um milagre, o clima estava muito agradável. Nenhuma gota de suor. Acendi um cigarro, fiquei olhando pro rio. Ele pegou uma cadeira, se sentou do meu lado. Não falamos nada.

Acho que talvez tudo já tenha sido dito demais. Reclamado demais. Chorado demais. Agora cada um em sua cadeira, olhando o rio correr - Já com seu destino traçado, olha que virtude! - pro seu rumo, sem usar das palavras pra qualquer questionamento.

O destino ta aí. Cada vez mais próximo. Chegando, chegando. E eu to aqui, sentada. Esperando por ele. Já não corro mais contra, nem a favor do que a vida me reserva. Apenas deixo que venha.

2 comentários:

Ná disse...

Acho que ás vezes é importante deixar o rio correr e ser a água que só vai, sem parar pra chorar, gritar e nem nada. Mas, caso não dê certo, a gente pode só jogar as peças pro lado e começar o jogo de novo, não pode?! Beijo.

Larissa disse...

É... temos que escolher de vez em quando só esperar, e deixar acontecer. Eu estou nesse momento. Uma espera, paciência...

;*

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