domingo, 8 de março de 2009

"duas energias: Deus e amor" e todo resto.

Published by Karen at 14:58

Hoje eu já nem to tão revoltada com isso. Mas juro que ontem eu fiquei com uma raivinha reprimida quase tão grande quanto a saudade na hora das músicas.
O show em si foi lindo, deu tudo certo, a chuva parou, não me barraram na entrada, meu pai não falou nada, ainda me deu dinheiro e tal.
Encontrei muuuuuuuuuita gente conhecida, como era de se esperar. Conheci alguns meninos legais de umas cidades vizinhas, etc. Fiquei com outros, mas é incrível como isso não tem a mínima importancia nem sentido pra mim. A gente vai lá, beija e vai embora. No outro dia, eu mal lembro da cara ou do nome. Isso é tão comum na minha vida, mas anda perdendo totalmente a graça. Não gosto tanto de coisas assim. Infelizmente eu prezo pelo apego, o qual nem eu tenho conseguido ter.
Tirei muitas fotos, fiz vídeos, tudo na tentativa de eternizar aquele momento tão lindo pra mim. Juro que me emocionei, gosto muito deles. Assisti o show com tanto entusiasmo, cada música tocava em uma parte de mim. Eles são tão lindos pessoalmente quanto nas fotos. Mas senti que aquele show, de sonho pra muitas pessoas alí, era só mais uma obrigação pra eles. Não pareciam tão felizes quanto nós, embora tentassem parecer. A vida é assim, eles são gente também.
Boate antes e depois do show, e era tão bom não ter que me preocupar com horários. Essa deve ter sido uma das minhas últimas festas menor de idade, sufocada, tremida. Mês que vem já é meu mês, o mês da minha alforria. hahaha
Dance Dance na boate, esfrega, chega, veta, beija, sái, anda, dance, encontra, perde, conhece, estranha, foge, ri, flashs.
Final da festa, os perdidos se reencontraram. Achei minhas primas todas, meu tio. "vou embora com eles". A minha prima me diz, que o garoto que eu esperava a meses pra ficar, ficou com a minha outra prima. Eu paro e fico tentando entender. Ele chegou nela diversas vezes, ela a conheceu antes de mim, e nunca quis nada com ele. O passe de mágica foi eu dizer que estava afim. Contei pra ela, e ela na primeira oportunidade, ficou com ele. E a gente ainda tinha combinado de se encontrar nesse show. Ele falou que 'de hoje não passa'. E eu pensando nisso 'poxa, vai ser legal'. Grandes merdas esperar qualquer coisa dos outros. Ele também não foi feliz fazendo isso. Mas me doeu mais por ela do que por ele. Juro que aquilo me broxou.
Quando a vi, nem 'oi' consegui soltar. Olhar pra ela era difícil. É uma coisa boba, mas pra mim, deslealdade não tem tamanho. E na hora que eu vi ele também, já depois que tudo tinha acabado, dei as costas, e abracei um amigo. Ele passou direto. Tal da decepção.
Vim embora com um misto de sentimentos no peito. Chegamos em casa já de manhã. Ele era o único que realmente me importaria ficar naquela festa.
Dormi pouco, dormi mal e to com dor por todo corpo. A fumaça me acalmou um pouco.
Os próximos finais de semana estão congestionados de festas e micaretas. Nada brilha tanto aos meus olhos mais. Não sei.
Hoje até tinha alguma coisa pra fazer, mas eu queria ir na igreja. Não sei se a minha disposição vai estar reposta até à noite.
O calor tá de matar e eu quero ir pra casa.

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post na casa da prima boazinha.

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