domingo, 22 de fevereiro de 2009

sábadoval

Published by Karen at 09:09

Ontem. Essa vida nossa, realmente é muito doida.
Eu sai com a Fran, não por estar muiiito afim, mas sim pra não ficar em casa pensando em besteira e imaginando como estaria sendo meu carnaval se o Leo tivesse vindo. Então, fui pra me distrair e tentar esquecer por algumas horas tudo isso, que já ta me enchendo muito o saco.
Chegando lá, não tinha nada, não tinha ninguém. A porcaria do pagode marcado pras 4 horas, só começou as 8 e pouca. Enquanto isso a gente ficou zanzando pra lá e pra cá, as meninas e eu.
O calor como sempre, tava insuportável. De noite, o show começou, e a ralé chegou (claaaaaaro, Itaperuna, no carnaval, no pagode, quer o quê?). Uma gentinha, que pqp. Mas tudo bem, é só fingir que eu não existo. Não me encostar, nem chamar de filé, porquê eu fico com uma puta de uma vontade de virar um socão na cara de nego que faz isso. Mas como eu sou educada, geralmente me contenho. (:
Tan tan nam pra lá, pra cá, o cantor começa me dar umas olhadas de cima do palco (alguém já viu essa cena antes?). Eu fico impressionada com a minha "maria-microfonismo". É a terceira ou quarta vez que isso acontece nesses showzinhos. E o pagode comendo solto, nego dançando, e o cantorzinho me vira e aponta na minha cara cantando "anjo meu eu sou, aprendiz desse grande amor, sei que errando posso acertar". Ai Ai. E depois ainda sorri pra mim, cutuca o percurssionista, me aponta pra ele. E eu pensando, "sempre comigo". E ele cantando "faça comigo, o que quiser, sou todo teu, sem compromisso". Hahaha, ê vida tirana.
Uma coleguinhas nossas novinhas grudaram no nosso pé de tal maneira, que a gente tentava fazer com que elas se perdessem e desgrudassem, mas tava difícil. Falei com a minha amiga, "vamos sentar perto da descida do palco, é por lá que eles vão sair né?", quando notei que tava terminando o show. Sumimos e aparecemos lá tras. Sentamos bem de frente pra onde o grupo ia descer. Mais uma, duas músicas e lá vem eles. Um bando de tietes esperando por eles na escada do palco e eu e Fran sentadas com uma cerveja. Ele desceu, tirou fotos, as piriguetis agarraram ele, e tal e coisa. Ele olhou pra lá e viu a gente. Encarou de novo. Comentei com a Fran, "eu sabia que ele ia ver". Ele ficou fazendo sinal e falando alguma coisa comigo que eu não entendi. Comentou alguma coisa com um cara do grupo, e nem disfarçava pra falar da gente. A Fran "ele nem disfarça". Eu não movi uma palha. Só olhava pra cara dele, como se fosse qualquer um. Eu, tietar cantorzinho? É ruim hein. Só sei que ele sumiu depois, e uns caras vieram falar com a gente, e eu dando uma moral pra minha amiga, fiz sinal pro bonitinho que ela tava querendo, e eles ficaram, e eu fiquei.. dando sopa. Haha. Encontrei uns amigos, e também esqueci do fato que uma garota queria arrumar confusão comigo. Sabe porquê? Porque ela jogou spray de espuma em mim. Pausa pra reflexão: É, ELA JOGOU EM MIM, E ELA QUERIA ARRUMAR CONFUSÃO. Falou bem assim, "minha intenção não foi jogar em você, mas se não gostou, cái pra dentro", e bateu no peito. (risos incontidos). Alguém tinha que ver o tom de voz dela, a força que ela fazia pra ser bandida e me por medo. Medo em quem? Ah tá, em mim (risos incontidos again). Não dei a mínima.
Depois o carinha que a minha amiga tava ficando, que é muito simpático por sinal, chamou a gente pra ir pruma boatezinha que funciona no LavaJato. Achamos que valeria a pena, e partimos pra lá, já que era hora da "Mamãe eu quero" tocar. Chegando lá, ainda não tinha quase ninguém e o nível continuava MARA. Conversamos com os seguranças, que insistiam pra gente ficar. Um até falou que queria ser feliz do meu lado. (risos)
Entrando lá, dançamos até cansar as pernas, e tudo continuou uma bosta. Decidimos voltar pro "carnaval". Pausa pra reflexão [2]: O amigo do carinha que estava com a minha amiga, estava com a namorada, PORÉM, ele era lindo. E o cara não tava dando mole mesmo com a namorada do lado? Ele beijava ela de olho aberto pra olhar pra minha cara, e abraçava ela piscando olho pra mim. Agora me diz, HOMEM PRESTA?
Voltando pro carnaval, já tava cansada, com as pernas doendo, e meu pai já tinha ligado sete mil vezes pro celular da Fran, já que o meu tava em casa e sem bateria. Vi que eu ia escutar muito hoje. Ela lá com o bofe dela e eu igual uma idiota olhando aquela ralézada baixa renda dançar ao som de uma banda ridícula, Deus me perdoe. As meninas encontraram o vocalista e me mostraram. Parei estrategicamente sob as vistas dele, e não demorou pra que ele me visse. Ele olhou e começou a falar e fazer sinal pra mim de longe denovo. Falou alguma coisa do tipo "você sumiu, te procurei", e eu ia respondendo. Falava, e sorria. Tava com vontade de dar uns tapas nele já. As meninas riam e diziam, "você é foda". Eu não sou foda, mas eu tenho um certo charme irresistível que eu sei, e meu olhar fuzila até submarino naval. Haha.
Ficamos nesse lenga lenga, até que eu perdi a paciência e comecei a querer ir embora, afinal, eu já tava no bagaço da laranja, por estar ali desde as 4 da tarde, e já serem mais de uma da manhã. Antes de ir embora, o pegueti da minha amiga ainda comentou sobre o amigo dele, o GATO DA NAMORADA, "você gostou dele, né?". E eu com a maior cara de pau, "eu? que isso po, feião teu amigo", haha. Ai ele falou, "mas hoje você deu um azar do caramba, ele veio acompanhado, e isso só acontece uma vez em dez". E eu falei " Deus sabe o que faz, hoje eu não to boa não", com um sorriso malvadinho na cara. E a gente rindo um do outro. Eu sou bem engraçadinha mesmo.
Como última tentativa, fui comprar uma cerveja no quiosque perto do malandro do cantor. Comprei, abri, pus no copo. Ele olhou pra minha cara e falou alguma coisa que eu não entendi bem, mas se ele me chamou de safada vou ser obrigada a dar uma coça nele. Eu hein.
Fomos embora, mas a história ainda não acaba aqui. Eu, como sou sempre muito pra frente e falo pelos cutuvelos, joelhos, e não tenho vergonha, comecei a implicar com uns meninos que também tavam indo embora na mesma direção que a gente. De bobeira mesmo. Logo os meninos responderam, e começamos a conversar de longe. Depois tava todo mundo indo junto no meio da rua, rindo e falando. Só eu mesmo. Descobri que um mora aqui perto de casa, e o outro em Vitória. Passaram pela porta da minha casa, e ainda me roubou um beijo no portão. Vai entender essa vida, vai.

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